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Claudia e suas pernas me deixaram ser ar!

dezembro 10, 2009

Eu sempre gostei de musicais. Eu sempre gostei da Claudia Raia. Eu sempre quis ver essa união de perto. Eu consegui ver essa união de perto. Eu gostei do que vi. Meio construtivista esse meu começo, mas super realista.

No último dia 25 de novembro, Recife recebeu pela segunda noite o espetáculo musical “De pernas pro ar”. Com texto de Luis Fernando Veríssimo, protagonizado por Claudia Raia e com um elenco de apoio de aproximadamente 15 bailarinos e cantores, o musical encheu os olhos de quem o viu com efeitos luminosos que davam vida ao cenário e com os precisos passos de quem sabe o que faz.

Com quase 30 anos de carreira televisiva, engana-se quem pensa que Claudia, a estrela principal do show, está pegando carona na onda de musicais (vide a adaptação de Hairspray, protagonizada pelo marido da mesma, o galã global, Edson Celulari). Aos treze anos, ela se mudou para Nova Iorque, onde foi aprender a dançar, cantar e interpretar.

As aulas pelo visto valeram a pena. O estilo musical já é bem constante na carreira da atriz, que em meados da década de 90, chegou a possuir um especial na Rede Globo chamado “Não fuja da Raia”, onde ela cantava e dançava. Ao longo de sua carreira foram diversos sucessos no gênero, entre eles o mais famoso “O beijo da mulher aranha”.

Em “pernas”, a atriz interpreta uma dona de casa comum, nem alta, nem baixa, nem gorda, nem magra, apenas mais uma, sem nada que a distinga de outras, exceto sua vida comedida e correta. Em uma noite ela sonha (ou é sonhada) que o diabo entra em sua vida e quer que ela apimente-a, fazendo assim todos os anos passados terem valido, caso contrário ele levará sua vida.

Para que ela passe a aproveitar melhor sua vida, o diabo enfeitiça suas pernas, que a partir deste momento passam a ter vida própria, e a levam para onde bem desejam. Tudo bem, é um pouco clichê demais essa estória, e com certeza o diabo poderia ser representado de uma forma melhor, mas a construção que se dá com o desenrolar da trama se torna interessante.

De repente a personagem vai passando por situações corriqueiras, como pegar um ônibus lotado, e não consegue parar de dançar, até que dá a louca e ela tira os vestidos sem graça que usa e por baixo aparecem belíssimos e brilhantes vestidos e collant’s.

Algumas partes do musical são extremamente desnecessárias para a história, porém vem a calhar para quem quiser tomar uma água ou então esticar um pouco as pernas. Outras partes, como o encontro da dona-de-casa com Nossa Senhora de Fátima, N. Srª Aparecida e N. Srª Guadalupe, são garantia de risadas e diversão.

No fim, o espetáculo foi extremamente válido, e fica uma dúvida cruel no ar, foi sonho dela, foi real ou foi sonho de uma terceira pessoa? Isso só saberá quem for conferir.

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